Antonio Madeira Santos, nasce em Lisboa em 1951.


 

Inicia a sua atividade nas artes plásticas em 1973 expondo um conjunto de desenhos no restaurante Velha Goa, em Campo de Ourique, Lisboa.


 

Realiza formação em fotografia e cinema no âmbito das atividades do serviço militar, dando continuidade ao trabalho autodidata em fotografia, que vinha desempenhando desde o final dos anos 70


 

No ano de 1973 interrompe a atividade plástica para o serviço militar na Guiné-Bissau, experiência inspiradora que vem com os seus poemas perdidos e alguns dos seus trabalhos na exposição que decorreu em 1975 na SNBA em Lisboa.


 

No Centro Cultural de Sintra expõe trabalhos em pastel a óleo e partilha as suas experiências com outros artistas visuais que expõem em associações culturais neste concelho - Maria Tabosa Dias, Pavia, Lourdes de Freitas, Luís Camacho sobre.


 

Em 1977 e 1978, realiza trabalhos de mensagem social , ao lado da pintora Maria Tabosa Dias.


 

Licenciado em arquitectura pela ESBAL-Lisboa com finalização em 1981, exerce actividade na área de investigação e criação de normas para a instalação de serviços públicos. Especialista na atividade de conservação e reabilitação, continua a ser consultor independente nesta área.


 

A sua atividade presente, favorece a promoção de edifícios históricos, intervindo com as suas obras visuais e palestras que acompanham os temas das suas exposições. Para estas intervenções são convidados oradores, especialistas que contribuem com os seus conhecimentos para integrar e contextualizar a sociedade e a produção artística. Exposição e colóquios : “Conflitos” no Castelo de Alter do Chão e “Fluxos” na Torre do Castelo de Evoramonte.


 

Na sua obra, muitas vezes integra referências simbólicas, revelando as suas raízes na cultura portuguesa, a par de preocupações de ordem global.


 

Realiza uma produção variada, que se manifesta em planos e quadros cromáticos espontâneos, que se prendem aos temas que desenvolve, como se fosse uma narrativa em andamento. Cada plano, cada tonalidade ou cor pertence a uma moldura que esconde a densidade dos eventos dramáticos. Na sua obra, as ausências e fraturas são dolorosas por criarem um clima de angústia que cada um vive na sua própria experiência. Um bom exemplo dessa originalidade é seu projeto de introduzir no ambiente de uma sala escura o som de uma conversa com seu pai travada em 1998, em legendas projetadas em quatro paredes em Italino, Francês, Inglês e Espanhol.


 

Às vezes é pela falta de forma que melhor expressa a angústia de sua presença de espaços em branco na tela, a exemplo de seus manuais de monocromias, deixando sua marca na impressão digital, como um certificado de autenticidade.


 

Às vezes, as obras parecem dialogar com as suas referências. Também a literatura de Italo Calvino e Duras está presente nas imagens que criam as histórias escondidas em cada obra que produz, como se as cores e recursos fossem apenas a tela, e não apenas um exercício estético formal.


 

Com o pseudónimo José Vicente escreveu uma série de poemas dedicados ao azul, pequenos seres inacabados e outros silêncios, acompanhando a experiência gestual no plano da tela.


 

A estética está entre as suas preocupações, mas a vida é mais do que o enredo, na solidão da produção. Objetos isolados, parte de um todo, em um mundo de sombras, agora às vezes simbólico, pode traduzir a angústia do destino que não virá ou a ansiedade do passado que não aconteceu.


 

Exposição Individual SNBA, Lisboa, 1975


 

Exposição Coletiva, Museu de Arte Popular de Lisboa, 1975


 

Exposição Individual Palácio Valenças, Sintra, 1977


 

Exposição Coletiva, Algueirão, 1977


 

Exposição Individual Centro Cultural de Sintra, 1977


 

Foto Exposição Coletiva, Lisboa - Ambiente e Conservação da Natureza (1993)


 

O carro depois do incêndio, DVD vídeo 11


 

Exposição Coletiva, Castelo de Vide, 2001


 

Exposição Coletiva, Lisboa, 2004.


 

O Avô, vídeo 03: 20.2008


 

Exposição Individual (antologias 1) no Palácio do Álamo, Alter do Chão, 2009


 

Exposição Individual (antologias 2) na Casa de Cultura de Marvão, 2010


 

Exposição individual (conflitos) na Galeria do Castelo de Alter do Chão, 2011


 

Exposição Individual (Fluxos) na Torre do Castelo de Évora Monte


 

Exposição Individual (refúgios) Galeria Rota do Tempo, Portalegre, 2013


 

Exposição Individual (terroir) Galeria Municipal de Sintra - Casa Mantero, Sintra, 2015


 

Exposição Individual (Ius Imaginum) Galeria do Arquivo Histórico Muncipal António Rosa Mendes, Vila Real Sto António, 2015