O cão que mergulha no oceano e emerge na América

O cão desapareceu depois de ter mergulhado no oceano e momentos depois emergiu na América de onde me escreveu um aerograma. No seu mergulho tinha-se cruzado com galinhas mergulhantes, patos, patolas e idiotas que rodopiavam sobre si próprios, bailados sem sentido cuja leveza a água permitia. Os submarinos nucleares transportavam havanos para autocratas e magnates de sabonetes e detergentes, cruzando o seu caminho. Procurava uma forma diferente de fazer arte com a água do oceano, algo que eternizasse o seu momento, o que via e ouvia nesse oceano, como quem risca pedras. A água desliza suavemente pelo seu pelo e sente que o oceano é igual ao interior de uma barriga de mãe onde ele tinha inscrito o seu desejo : Um dia hei-de ir à América.

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